Faz tempo que tenho essa vontade de escrever os relatos das aulas e acabo não escrevendo.
Começo então com esse relato da aula de ontem que foi deliciosa.
Recebi 5 mães de bebês com idade entre um mês e meio e 4 meses.
E a aula foi ótima. Os bebês são deliciosos!
Nos envolvemos em longas conversas sobre maternidade, responsabilidade, aleitamento, pediatras, sono, choro e só conseguimos fazer um prática, parando um pouquinho pros bebês mamarem, se acalmarem quando estavam chorando.
Mas eu faço questão de ter essa abertura pra conversas, pois acredito que elas são MUITO importantes. Aumentam a segurança e a auto-estima das mães, mostram pra elas que muito do que elas passam é normal, que acontece com outras mães também e que cada um tem seu jeito de resolver as coisas, não existo o jeito certo.
O espaço novo - Govardhana - é muito aconchegante e foi um prazer ter essa aula lá.
Teremos mais uma aula nesse espaço ainda esse ano. Até o fim da semana envio o convite.
Meninas, obrigada por virem e trazerem seus bebês!
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
A aula de ontem
Marcadores: Aulas
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terça-feira, 17 de novembro de 2009
'Carinho' pode aliviar a dor, diz pesquisa
imagem:http://www.gettyimages.com/detail/89829023/FlickrSegundo o neurocientista Francis McGlone, da Universidade de Liverpool, um sistema de fibras nervosas presentes na pele responde a toques carinhosos, do mesmo modo que os receptores de dor, e quando estimulado, pode, inclusive, diminuir a atividade nos nervos que transportam a sensação de dor.
O cientista e seus colegas das universidades de Uppsala e Gotemburgo, na Suécia, explicam que há três tipos principais de fibras nervosas na camada exterior da pele. Eles são divididos de acordo com a velocidade com que conduzem – como um fio – as atividades bioelétricas para o cérebro.
Dois desses tipos são chamados de fibras A, e são cobertos por uma camada de gordura (mielina) que atua como um isolamento em volta do fio e contribui para a alta velocidade de condução.
Mas o terceiro tipo, chamado de fibras C, não tem a camada de mielina e tem velocidade mais lenta. As fibras A são responsáveis pelo sinal quase instantâneo, que provoca uma reação por reflexo antes mesmo que o cérebro possa identificar o que houve.
As fibras C, da chamada “segunda dor”, são as que levam a sensação da dor mais profunda e duradoura ao cérebro.
Os cientistas descobriram que também há fibras do tipo C que respondem a estímulos de prazer. E quando elas são estimuladas, a atividade nas fibras condutoras de dor diminui.
Sensibilidade
Segundo a pesquisa, assim como com a dor, algumas partes do corpo são mais sensíveis ao toque do que outras, e a sensação de prazer proporcionada é diferente da obtida quando o carinho é aplicado a áreas sexuais.
Essas fibras levariam o sinal de prazer para a região do cérebro responsável por “recompensas”, e explicaria ainda por que as pessoas gostam de passar cremes, escovar os cabelos e até porque um abraço, ou mesmo a mão no ombro podem ser mais eficientes, no alívio da dor, do que palavras.
Para isolar os nervos responsáveis pelo prazer, os cientistas construíram um “estimulador de tato rotativo” – uma máquina de acariciar voluntários.
“Nós construímos um equipamento muito sofisticado, então, o estímulo (do tato) pode ser repetido bastante”, disse McGone.
“Nós acariciamos a pele (do antebraço, da canela e do rosto) com um pincel em diferentes velocidades e depois pedimos aos voluntários que dissessem o quanto gostaram de cada movimento.”
Ele também inseriu microeletrodos nos nervos da pele, para registrar os sinais nervosos enviados da pele para o cérebro.
Os cientistas concluíram que o carinho apontado como o mais prazeroso era também o que provocava maior resposta nervosa.
Nova dimensão
Os cientistas afirmam que as únicas regiões que não contam com essas fibras são as a palma da mão e a sola do pé, caso contrário, seria difícil o uso de ferramentas, ou mesmo uma caminhada.
A sensação de prazer acrescenta uma quarta dimensão aos sentidos clássicos atribuídos à pele, que incluem o toque, a sensação de temperatura (frio ou quente) e a dor/coceira.
A equipe agora quer estudar uma série de condições clínicas, como depressão e autismo, que sabidamente têm ligações com o tato – a maioria das crianças autistas não gosta de ser abraçada ou acariciada, e muitos pacientes de depressão demonstram sinais claros de falta de cuidado com o corpo.
Os cientistas acreditam até que a depressão possa ter origem em carência de cuidado maternal e experiências ainda na infância de falta de carinho físico e sugerem que o carinho pode ser usada para tratar dores crônicas.
Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/09/080912_toquedorprazer_ba.shtml
Marcadores: Toque
Postado por Carla Schultz às 05:34 0 comentários
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Próxima aula - 18/11
Olá pessoal!
A próxima aula de shantala está programada para dia 18/11, quarta-feira, das 14 às 17 horas.
O local dessa vez é o espaço Govardhana (http://www.govardhana.com.br/) na Rua Augusto Stresser, 207, Alto da Glória.
As vagas são limitadas e o desconto para pagamento antecipado vale até dia 16/11.
Clique na imagem para aumentar
Marcadores: Aulas
Postado por Carla Schultz às 16:03 0 comentários
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Blogagem Coletiva - Carregando com segurança
O blog mamãe antenada está promovendo uma blogagem coletiva sobre a questão da segurança que envolve os slings.
Aderindo a campanha, copio aqui o posto do blog da Carinho de Pano.
Antes de comprar seu sling, observe as regrinhas de segurança a seguir.
As argolas
Embora não tenhamos no Brasil nenhuma norma oficial ainda, um bom sling deve ser confeccionado com argolas de boa procedencia. As minhas preferidas são as argolas de aluminio da Sling Rings, que além de serem severamente testadas em tração, impacto e toxidade, são levíssimas e travam perfeitamente o tecido, impedindo que ele escorregue e garantindo que o bebê se mantenha sempre na posição original, o que evita que você compense a mudança de posição mudando sua postura corporal, podendo ocasionar dores nas costas.
O tecido
De preferência a tecido 100% algodão, que permite a transpiração do corpo. Isso faz com que o sling seja mais fresquinho e não abafe o corpo do bebê, ocasionando brotoejas.
A Carinho de Pano utiliza tricoline, um tecido que atende a essa exigência e tem a resistência ideal para dar suporte à coluna do seu bebê.
Tecidos sintéticos não permitem a transpiração, são muito mais quentes e ainda podem causar alergia ao bebê.
Tecidos com elastano têm uma durabilidade menor, já que perdem rapidamente a elasticidade e deforma com o uso. Além disso atrapalham no momento de fazer ajustes.
Costuras
Tenha certeza de que o sling que você escolheu tenha costuras de segurança.
O que isso significa? As costuras da dobra, que ficam sobre o ombro e "prendem" as argolas, devem ser reforçadas e múltiplas para garantir total segurança no uso do sling.
Se por ventura uma costura se soltar, você terá outras para manter o sling seguro.
Largura
Seu sling de argolas não deve ser muito estreito nem muito largo.
Quando é estreito, não envolve o corpo do bebê satisfatoriamente e não dá o suporte correto à coluna do bebê.
Quando é muito largo, você precisa manusear muito tecido nas argolas e isso pode dificultar o uso correto do sling e os ajustes finos que aumentam seu conforto e segurança.
Na minha opinião, por experiência de uso, a melhor medida, que permite o uso fácil, correto e seguro, sustentando corretamente as partes necessarias do corpo do bebê sem embolar nas argolas ou sobrar muito pano, é por volta entre 75 e 80 cm.
Para o pouch sling a medida ideal é por volta de 50 cm, não muito mais nem muito menos.
Manutenção
É importante que o usuário do sling preste atenção ao estado geral de seu sling constantemente.
Se a argola for segura não apresentará problemas. Então o que deve ser observado é o estado geral do tecido.
Seu sling deve ser lavado sem cloro, pois o cloro enfraquece o tecido, as costuras e diminui sua vida útil.
Se o tecido do seu sling estiver puído, pare de usar, pois ele poderá rasgar.
Se as costuras estiverem se soltando, reforce as costuras.
Orientação
O uso correto do sling também é muito importante.
Existem muitos fabricantes de slings que jamais utilizaram um e, portanto, não sabem qual a orientação correta.
Como o sling está "na moda" e parece um "lucro fácil" tem muita gente fazendo sem saber ao menos o porquê de se usar um sling.
Se o sling for usado de forma incorreta, o bebê pode SIM cair. E a queda da altura de um adulto pode ser muito grave para um bebê.
Além disso, garantir que nosso corpo e o do bebê não sofram nenhum tipo de lesão por esforço, também é uma questão de segurança. Portanto, um sling com manual de uso bem explicadinho é muito importante.
É isso pessoal! Continuo batendo na tecla de que comprar qualquer sling baratinho por causa do preço é um risco muito grande.
É o famoso barato que sai caro. Descofie!
Um fabricante sério tem muitos custos envolvidos na produção de um sling seguro. Por isso é impossível encontrar no mercado um sling de qualidade por 50 reais.
Divulguem a blogagem coletiva! Participem também! E fiquem atentos à segurança que é muito importante.
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Postado por Carla Schultz às 04:26 0 comentários
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Shantala, um toque de amor
Quanto a este último, o toque, a massagem pode ajudar muito. É incalculável como pode ser valioso para você e para seu filho o simples contato de sua pele com a dele. Ao vivenciar seu processo de gravidez de forma consciente, o ser Mãe/Pai, poderá se tornar uma experiência mais rica, mais fácil e mais gostosa. E os pais terão um filho com vínculo fortalecido, o mais valioso presente que alguém pode desejar de seus pais.
Mas o que é vínculo? É a ligação que se estabelece entre a mãe e o bebê. Esta ligação é física, emocional e espiritual. Ela é natural e surge desde a concepção. Você não precisa fazer nenhum esforço, a mãe natureza já planejou tudo. Você só precisa deixar acontecer e fica atenta para as oportunidades de fortalecer este vínculo. A qualidade deste primeiro vínculo vai determinar, em grande parte, a forma como o bebê vai se relacionar com o mundo em toda a sua vida.
Esse é o papel do vínculo, fazer uma ponte entre o conhecido (a barriga da mãe) e o desconhecido (o mundo externo). Se esta ponte estiver bem construída, a passagem de uma situação para a outra é favorecida, o que influenciará profundamente a relação que a criança terá com todas as situações novas que encontrar em sua vida.
O vínculo é o “bem-estar” – na relação mãe-filho – que será vivido pelo resto da vida como a maneira de “estar-bem” no mundo – na relação filho-mundo. O bebê que tem o vínculo fortalecido é feliz, apto para crescer independente e carinhoso. Ele buscará sua satisfação com confiança, aprendendo gradativamente a suportar as frustrações. Estará, com certeza, mais predisposto ao equilíbrio.
Quanto mais forte for o vínculo, mais livre o indivíduo se sente: ele se solta numa situação nova, aprende e se desenvolve a partir das experiências.
O vínculo fraco faz o indivíduo ficar com receio do novo: ele fica preso às experiências passadas e tem dificuldade de se relacionar com pessoas, lugares e situações desconhecidas.
A comunicação por meio do toque é um dos mais poderosos meios de criar relacionamentos humanos. Para o relacionamento mãe e filho, o toque tem importância vital, por que oferece possibilidades de fortalecer o vínculo desde o início da gestação, ajudando no desenvolvimento físico e emocional do bebê.
A sensibilidade ao toque, claramente presente 7 semanas e meia após a concepção, progride regularmente até que, por volta da 17ª semana, quase todo o corpo do bebê reage ao contato. Após o nascimento, o toque torna-se mais valioso ainda, por que o bebê precisa de ajuda para se adequar ao novo ambiente, tão diferente da barriga da mamãe.
Este é um dos grandes benefícios do tocar. Ao envolver o bebê nos braços, no peito, ao dar-lhe apoio e contato, a mãe estará recriando as sensações de conforto e segurança vividas no útero, facilitando sua transição para as novas condições de vida. Segundo estudos e pesquisas da University of Miami, Medical School e da Duke University Madical School, os bebês massageados dormem melhor, ganham mais peso, choram menos, ficam mais ativos e alertas, tornam-se mais conscientes do que os rodeia, toleram melhor os ruídos e ficam mais ligados aos pais.
Uma das mais surpreendentes descobertas é o aumento da imunidade às doenças em crianças que foram tocadas e massageadas por sua mãe. A massagem promove ainda o desenvolvimento do potencial motor, permitindo maior flexibilidade e tonificação dos músculos da pele. A criança massageada é mais descontraída, porque seu organismo exerce suas funções de forma mais equilibrada.
A massagem indicada para os bebês é a Shantala, técnica essa usada há muito tempo na Ìndia. Dela tomamos conhecimento através do Dr. Leboyer, que observou em Calcutá uma mãe massageando seu bebê. Encantado com a beleza e a força do momento, batizou a seqüência de movimentos com o nome daquela mulher: Shantala.
A massagem, hoje, comprovado cientificamente, promove a ampliação da respiração, dá noção de limites corporais, fortalece os músculos e articulações, preparando o bebê para engatinhar e andar. Alivia as tensões entre vértebras, ocasionadas pelo fato de o bebê ficar muito tempo deitado. Proporciona equilíbrio, harmonia e relaxamento para a mãe e o bebê. Antes de ser uma técnica, Shantala é uma arte. É a arte de dar amor.
Maridalva Machado Peixoto Konrad
fonte: http://www.escolaqualifica.com.br/shantalaumtoque.php
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Postado por Carla Schultz às 17:14 0 comentários
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Seguidores
Olá Pessoal!
Habilitei hoje a lista de seguidores do blog.
Está lá embaixo, do lado direito.
Torne-se um seguidor do shantala blog e participe dos sorteios que estamos preparando para os nossos seguidores.
Marcadores: O blog
Postado por Carla Schultz às 21:38 0 comentários
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Crianças precisam de toque e atenção
Recebi de uma amiga por e-mail. Foi traduzido por outra amiga, queridíssima, que faz um trabalho lindo de divulgar e explicar o "Soluções para Noites sem Choro".
Achei que super vale a pena publicar, porque como disse a amiga que mandou... "É ótimo quando vem um tal estudioso, com título disso e daquilo, dizendo o que a gente já sabia!"
Por Alvin Powell
A atitude de alguns americanos de "deixar o bebê chorar" pode causar medos e lágrimas quando ficarem adultos, de acordo com 2 pesquisadores da Harvard Medical School.
Em vez de deixarem os bebês chorarem, os pais americanos deveriam manter os bebês por perto, consolá-los quando eles choram, e trazê-los para a cama com eles, onde estarão seguros, palavras dos pesquisadores Michael L. Commons e Patrice M. Miller, do Departamento de Psiquiatria da Harvard Medical School.
Os pesquisadores examinaram os métodos de educação nos EUA e em outras culturas. Eles concluíram que a prática muito comum de colocar bebês em camas separadas - até em quartos separados - e não responder rapidamente ao choro deles, pode gerar incidência de stress pós-traumático e disordens de pânico quando essas crianças alcançarem a idade adulta.
A tensão mental resultante da separação, nessa fase da vida deles, causa mudanças nos cérebros dos bebês, fazendo com que quando adultos no futuro sejam mais suscetíveis ao stress, falam Commons e Miller.
"Os pais devem reconhecer que deixarem seus bebês chorar sem necessidade causam permanentes danos ao bebê," Commons falou. "Muda o sistema nervoso de uma maneira que eles ficam extremamente sensíveis a futuros traumas."
O trabalho dos pesquisadores da Harvard é único porque leva em consideração várias disciplinas, ou seja, examina a função cerebral, o aprendizado emocional em bebês, e diferenças culturais, comentam Charles R. Figley, diretor do Instituto de Traumatologia da Universidade Estadual da Flórida e editor do "The Journal of Traumatology" .
"É muito raro mas extremamente importante encontrar esse tipo de relatório científico interdisciplinar e multidisciplinar, " Figley falou. "Leva em consideração diferenças culturais nas respostas emocionais das crianças e as suas habilidades em lidar com stress, incluindo stress resultante de trauma."
Figley comentou que o trabalho de Commons e Miller iluminou uma rota de estudos futuros e pode ter implicações importantes em todos os esforços dos pais, desde estimular a inteligência das crianças até algumas práticas como circuncisão.
Commons é professor e pesquisador da Medical School's Department of Psychiatry desde 1987 e membro do Programa em Psiquiatria e Lei do departamento.
Miller é professora do Programa em Psiquiatria e Lei da Universidade desde 1994 e professor assistente de psicologia da Universidade de Salem State College desde 1993. Ela fez mestrado e doutorado em desenvolvimento humano.
Os pesquisadores falam que o jeito da maioria dos americanos (e o mundo ocidental em geral) educar seus filhos é influenciado por vários medos, como o medo de que as crianças cresçam muito dependentes. Em resposta a isso eles dizem que os pais estão no caminho errado: o contato físico e a segurança proporcionada pelos pais farão as crianças MAIS seguras e mais capazaes de formar relações maduras quando elas finalmente se tornarem adultas.
"Nós enfatizamos independência tanto tanto que isso está causando efeitos colaterais negativos," Miller falou.
Os dois ganharam o centro das atenções em fevereiro, 2003, quando apresentaram as idéias no Congresso da Associação Americana para o Avanço da Ciência, na Philadelphia.
Commons e Miller, usando dados que Miller tinha estudado bastante e tinham sido compilados por Robert A.. LeVine, Roy Edward Larsen (Professor de Educação e Desenvolvimento Humano) comparou as práticas americanas de criar crianças com outras culturas, particularmente o povo "Gusii" do Kenya. Mães Gusii dormem com seus bebês e respondem rapidamente aos seus choros.
"Mães Gusii assistiram vídeos de mães dos EUA. Elas ficaram muito angustiadas em ver quanto tempo levou para essas mães responderem aos bebês chorando" - reportaram Commons e Miller.
O jeito como nós somos educados influencia a sociedade totalmente. Americanos em geral não gostam de ser tocados e se orgulham tanto de serem independentes que chegam ao ponto de se isolarem completamente, mesmo quando estão passando por dificuldades.
Apesar da opinião comum de que bebês devem aprender a ser deixados sozinhos, Miller falou que acredita que muitos pais "enganam", mantém os bebês no mesmo quarto que eles, pelo menos no começo. Além disso, quando o bebê começa a engatinhar muitos acabam por ir ao quarto dos pais.
Pais americanos não deveriam se preocupar com esse comportamento ou ficar com medo de dar carinho aos bebês. Pais devem se sentir livres para dormir com seus bebês, uma opção é ter um colchão no chão no mesmo quarto, e sempre sempre confortar o bebê quando ele chora.
"Existem muitas maneiras de crescer e ser independente sem ter que sujeitar seus bebês a esse trauma", diz Commons. "Meu conselho é: mantenha suas crianças seguras, então eles vão crescer confiantes e não terão medo de arriscar."
Além do medo da dependência, os pesquisadores falaram que outros fatores tem contribuído para a formarção dessa maneira de educar, incluindo o medo de que as crianças interfiram na vida sexual do casal se dividirem o mesmo quarto; os medos dos médicos de que os pais possam rolar sobre os bebês e machucá-los se dormirem na mesma cama. Além disso, a prosperidade crescente nos EUA tem ajudado na separação, pois fornece às famílias as condições econômicas para comprar casas maiores e com quartos separados para as crianças.
O resultado, dizem Commons e Miller, é uma nação que não gosta de tomar conta de seus próprios filhos, uma nação violenta e marcada pelas relações liberadas, não-físicas.
"Eu acho que existe uma grande resistência cultural no modo de criar as crianças", diz Commons. Mas "castigos e abandono nunca foram bons modos de chegar a pessoas carinhosas, que se preocupam com outros, e independentes. "
Este artigo, original em inglês, pode ser lido em http://www.news. harvard.edu/ gazette/1998/ 04.09/ChildrenNe edTou.html
Tradução: Andreia Mortensen
Marcadores: Toque
Postado por Carla Schultz às 20:40 0 comentários


